sexta-feira, 12 de julho de 2013

Juninho abre mão de salário no Vasco e sonha com Maracanã antes de parar

Pedro Ken entregou a camisa 8 para Juninho em sua apresentação no Vasco da Gama

Ídolo da torcida, Juninho foi apresentado pelo Vasco nesta sexta-feira no estádio de São Januário. Após o treinamento, o presidente Roberto Dinamite e o diretor executivo Ricardo Gomes ciceronearam o jogador. Sorridente, o veterano recebeu a camisa 8 das mãos de Pedro Ken e explicou os motivos que o fizeram retornar ao Cruzmaltino.

Atuar no Maracanã após 13 anos e exibir o conhecido talento nos gramados do país são metas do ídolo de 38 anos. Juninho planeja a aposentadoria, mas evita se aprofundar na questão por enquanto. Ele quer ajudar o time ao máximo até o final do ano. O contrato com o clube não consta valor salarial. As partes apenas renegociaram dívidas antigas que serão pagas em um número não definido de parcelas.
 

“Não existe salário, premiações por metas ou demais bonificações. É apenas um contrato e acordamos que o Vasco vai pagar o que ficou para trás assim que respirar financeiramente. É uma oportunidade importante na carreira. Muito melhor do que encerrar em um lugar no qual não temos história. Às vezes, tomamos decisões erradas. Mas creio que tive a decisão de sair e voltei agora para parar de jogar. Me aposentar aqui de uma maneira melhor seria o ideal. Jogo há 20 anos como profissional e tenho muito orgulho disso. Se tivesse encerrado a carreira agora, não teria arrependimento, mas não tenho como prever o que vai acontecer”, afirmou.

O salário mínimo de R$ 678 será colocado na carteira de trabalho para firmar o contrato profissional. Juninho não escondeu o desejo em atuar no novo Maracanã. Inclusive, ele pode ser regularizado para o clássico contra o Fluminense, dia 21, no principal estádio do país. O último jogo de Juninho no local foi em 2000, quando o clube de São Januário sagrou-se tetracampeão brasileiro.

“Estou fisicamente à disposição caso seja inscrito. Uma das coisas que pensei para não parar de jogar foi justamente atuar no Maracanã. É muita sorte poder viver isso novamente. Me considero um privilegiado”, disse, negando na sequência a condição de salvador da pátria.

“É sempre normal ser mais visto e cobrado pela posição que jogo e passagem recente pelo Vasco. Mas quero apenas ser mais um. Serão cinco meses intensos e mais de 30 rodadas do Brasileiro. O importante é contar com todo mundo. Sempre esperamos os melhores resultados e brigar por boas posições. A esperança é recuperar tudo o que imaginamos quando voltamos há mais de um ano”, completou.

Juninho explicou que a rescisão com o New York Red Bulls foi baseada em um desentendimento com o treinador. Ele estava decidido a parar, mas uma ligação de Roberto Dinamite o fez mudar os planos. Questionado sobre as críticas direcionadas aos dirigentes no final do ano passado, quando definiu o ambiente do Vasco como “sujo”, o veterano se defendeu.

“Tinha três opções. Parar, jogar em outro clube ou voltar ao Vasco. Aqui temos uma eterna briga política. É a pura verdade. Existe um esforço para que tudo melhore. Vou continuar sendo alvo quando quiserem atingir o presidente, mas acho que seria pior jogar em outro time. Temos o Ricardo Gomes de volta, o Cristiano Koehler e a esperança sempre que as coisas melhorem. Acredito que ainda não é o ideal, os problemas vão aparecer, mas tudo vai se resolver. Não acho que foi uma maneira errada quando saí do clube, mas voltei e isso é motivo de respeito pela camisa do clube”, encerrou.

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