terça-feira, 1 de abril de 2014

Vai ficar? Alan Kardec recusa segunda proposta salarial do Palmeiras

 Palmeiras x Ituano - Alan Kardec (Foto: Eduardo Viana/LANCE!Press)

Analisar e corrigir as falhas iniciais na temporada será apenas um dos desafios que Paulo Nobre terá pela frente após a eliminação do Palmeiras no Campeonato Paulista, para o Ituano, na primeira chance de título desperdiçada no centenário. Baixa muito sentida durante o jogo da queda, Alan Kardec recusou a segunda oferta salarial do Verdão, que pretende comprar seus direitos do Benfica (POR).

Com dores na coxa esquerda após uma pancada, ele é uma das oito dúvidas para enfrentar o Vilhena-RO nesta quarta-feira, no Pacaembu, no jogo de volta da primeira fase da Copa do Brasil.

Artilheiro da equipe no ano com nove gols, o centroavante está emprestado até o fim de junho, mas o último dia de maio é o prazo final para o Alviverde assumir o compromisso de pagar 4 milhões de euros (R$ 13 milhões) pelo jogador. A proposta é para que o novo acordo vá até 2019.

As cifras sugeridas pela diretoria em duas oportunidades desapontaram o atleta e seu estafe. Argumentam que o contrato poderá ser extenso, ao longo da faixa etária em que ele atingirá o ápice na carreira (está com 25 anos de idade), e que a pedida é bem abaixo do teto salarial do elenco (Valdivia, R$ 500 mil).

Antes muito otimistas com a permanência do goleador no Palestra Itália, pessoas ligadas a Kardec demonstram preocupação com o panorama e apontam que o "tempo está passando e nada se resolve".
Solucionar a carência de um reserva para Kardec também é prioridade no clube. Gilson Kleina teve de improvisar Vinicius quando o titular se machucou no fim de semana, e o Palmeiras sentiu demais a falta do dono da vaga por mais de 45 minutos. Miguel, centroavante da base, demonstra enorme limitação técnica, não empolga e sequer foi para o banco domingo.

Em reunião de cúpula nesta segunda-feira na Academia, decidiu-se buscar não só um atacante, como um lateral-direito. Moreira, do Libertad (PAR), é o principal (e antigo) alvo.

– O Brasileiro é muito mais longo do que é o Paulista. Você tem que ter um elenco que possa suprir os percalços que tivemos no caminho. Para o Brasileiro, vai ser feita uma análise de todos os setores – declarou o presidente Paulo Nobre.

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